Revista PROGRAMAR - Ed 24 - 2010-06.pdf

(10145 KB) Pobierz
1057834553.011.png
editorial
índice
Os meus três anos...
3
notícias/links
4
a tua página
É com imensa pena que me despeço de todos os leitores desta revista. Esta foi a última
edição na qual participei como coordenador da Revista PROGRAMAR.
5
tema de capa
- Introdução a Bases de
Dados para Objectos
Foram 3 anos de experiências. Desde o convite inicial do Sérgio Santos - à altura, o
coordenador - para editor, à passagem ara coordenador adjunto e depois a
coordenação conjunta com o Pedro Abreu.
a programar
- Padrões de Desenho
Projectos Corporativos
- LUA - Linguagem de
Programação - Parte IV
- Introdução ao Windows
Communication
Foundation
10
12
Foram 3 anos de experimentação. Lembro-me de experimentar vários modelos de
coordenação. Desde o “cada um faz o que pode”, passando pelo “é melhor alguém,
quem tiver tempo, rever este artigo” até chegar ao actual modelo que temos uma
equipa de revisão fixa e com um responsável definido e um artista convidado em cada
edição, além dos autores que se mantém uma equipa dinâmica e de uma equipa de
divulgação. Lembro-me ainda da experimentação de vários programas e das pequenas
alterações que o design da revista foi sofrendo - embora nunca uma grande
reestruturação.
19
equipa PROGRAMAR
coordenadores
Fernando Martins
Joel Ramos
Pedro Abreu
Foram 3 anos de contactos. Desde o Sérgio Santos, o Miguel Pais e o Pedro Abreu (os
dois últimos, tive o prazer de finalmente os conhecer pessoalmente o ano passado) à
actual equipa formada pelo António Silva e pelo Fernando Martins (mantendo-se ainda
o Pedro Abreu também), passando pelos vários designers das nossas capas, como o
Daniel Correia, o José Fontainhas e o Sérgio Alves, entre outros, e ainda das dezenas de
autores com os quais tive o prazer de contactar por email. Não esquecendo ainda os
emails que recebemos quase semanalmente a elogiar a revista.
editor
António Silva
capa
Sérgio Alves
Foram ainda 3 anos de dores de cabeça. Desde que a revista saía com um dia de atraso
até ao dia em que uma edição saiu quase com um mês de diferença até ao momento
em que fomos obrigados a mudar a
periodicidade. Ainda pelos autores que andei
atrás para concluírem os seus artigos a tempo
pois, ao contrário do que possa parecer, no
fim de escritos os artigos ainda há muito a
fazer na revista.
redacção
Augusto Manzano
João Brandão
João Dias
Sérgio Lopes
«Foram os meus 3 anos de
Revista PROGRAMAR, nos
quais atingi tanto o topo
como o fundo.»
equipa de revisão
Bruno Oliveira
Fernando Martins
José Oliveira
Liliana Baptista
Miguel Rentes
Sérgio Lopes
Foram 3 anos de discussões. “pode fazer-se
isto, aquilo; isto pode ser melhorado; aquilo está mal”... Um infinidade de discussões,
gravadas na minha memória e algures entre o Portugal-a-Programar, o Messenger, o
GMail e ainda num local que não sei onde, mas nos meus backups que incluam logs do
canal de IRC.
Foram ainda 3 anos de edições lançadas após a meia-noite. Um facto curioso, que é
não me lembrar de momento de uma edição que tenha sido lançada antes dessa hora -
parece que não mas há tanto que fazer nessa altura...
contacto
revistaprogramar
@portugal-a-programar.org
Foram os meus 3 anos de Revista PROGRAMAR, nos quais atingi tanto o topo como o
fundo. Foram 3 anos com a magnifica equipa que cá continua e que se vai certificar que
daqui a 3 anos eu ainda leia editoriais - de preferência melhor escritos que os meus - e
que vai levar ainda mais longe e torná-la cada vez melhor.
website
www.revista-programar.info
Foram 3 anos. Acabam aqui oficialmente, embora tencione manter-me na retaguarda
a ajudar quando puder, e quando a minha vida pessoal assim o permitir.
issn
1647-0710
Foi um prazer.
Joel Ramos
<2>
1057834553.012.png 1057834553.013.png 1057834553.014.png 1057834553.001.png
 
notícias/links
Google tem novo sistema de indexação
http://googleblog.blogspot.com/2010/06/our-new-
search-index-caffeine.html
A Google lançou um novo sistema de indexação,
denominado Caffeine, e que segundo a empresa consegue
uma eficácia 50% superior ao sistema anterior :
“Com o Caffeine, podemos analisar a Internet por partes e
procurar ou actualizar o nosso índice de modo contínuo e
global. À medida que encontramos novas páginas ou nova
informação em páginas existentes, podemos adicioná-las
imediatamente ao índice. Isso significa que quando
procurar, vai
estar a fazê-
lo o mais
próximo
possível da
versão mais
recente da
informação
que pretende - independentemente de quando e onde foi
publicada.”
autoridades portuguesas optam por uma posição
preventiva, que evita os litígios causados pela usurpação de
endereços por pessoas ou entidades que não são as
legítimas proprietárias das marcas ou denominações
comerciais, todavia na UE apenas Portugal e Malta ainda
não liberarizaram o registo de endereços.
IE6 abaixo dos 5% de quota de mercado nos EUA
O browser, que até a própria Microsoft tem vindo a
tentar “matar”, baixou para 4,7% em Maio, acompanhado
pelo irmão mais velho Internet Explorer 7 que também
perdeu expressividade, para os 16,6%. Do conjunto de
browsers da Microsoft, apenas o IE8 ganhou quota,
passando para os 30,5%.
Ao mesmo tempo que o IE6 está a caminho da
sepultura (um browser, recorde-se, de 2001 e cheio de falhas
de segurança), o Google Chrome continua a crescer.
O Firefox perdeu quota de mercado, e está, agora, com
29,3%, enquanto que o Safari se manteve praticamente com
os mesmo números, nos 9,1%.
FCCN muda regras de atribuição de dominios
http://windows.microsoft.com/pt-
PT/windows7/products/home
Entre as alterações destacam-se a descida de 50% dos
nos custos anuais que as entidades especilaizadas no registo
de endereços têm, e também a possiblidade de indivíduos e
empresas venderem endereços que estão na sua posse.. No
entanto ainda não foi desta que os endereços .pt foram
liberalizados. Ao não liberalizar o registo de endereços, as
Apesar de estas tendências se verificaram também a nível
mundial, a verdade é que o envelhecido Internet Explorer 6
continua a ter muita expressividade em algumas zonas do
globo, especialmente nos países em vias de
desenvolvimento.
IOI 2010 - International Olympiad in Informatics
http://www.ioi2010.org/index.shtml
http://www.dcc.fc.up.pt/oni/2010/
A ser realizado este ano no Canadá, irá também
receber a participação portuguesa, composta pelos 4
primeiros classificados na ONI (Olimpíadas Nacionais de
Informática), e são eles: Rafael Schimassek, Rodrigo
Gomes, David Ferreira e Francisco Huhn. Após a suas boas
prestações na final nacional, temos a certeza que tudo
farão para representar Portugal com orgulho, com brio e
com vontade de trazer resultados de sucesso nas
Olimpíadas Internacionais.
<3>
1057834553.002.png 1057834553.003.png 1057834553.004.png 1057834553.005.png
a tua página
Não te esqueças, esta página pode ser tua!
http://www.revista-programar.info/front/yourpage
<4>
1057834553.006.png 1057834553.007.png
 
tema de capa
de POO, como ainda torna os requisitos do cliente algo
cativante de implementar. Munido desta obra prima, o
arquitecto passa o fruto do seu trabalho ao administrador da
base de dados que o irá dissecar, transformar num diagrama
Entidade-Relacionamento, ou outro qualquer que lhe seja
familiar, rever relações, criar tabelas e configurar um
servidor que, em muitos casos, é uma peça de tecnologia tão
afinada e sensível como um relógio suíço.
Introdução a Bases de Dados
para Objectos
Findo estas duas etapas, o arquitecto e o administrador
reúnem-se para perceber como é que dois modelos, tão
diferentes podem comunicar como é esperado e dessa
reunião nasce, tipicamente, uma classe para cada tabela, um
conjunto de quatro procedimentos base por cada tabela (o
comum CRUD: create, retrieve, update e delete) e uma
imensa framework de código para gerir tudo isto.
Quando falamos de bases de dados, os sistemas de Gestão
de Bases de Dados Relacionais (MySQL, SQLite, Postegres,
DB2, etc) são sem dúvida os sistemas que todos os
programadores conhecem. Desde o seu aparecimento nos
anos 70, e com o desenvolvimento da linguagem Structured
Query Language (SQL), os sistemas relacionais
conquistaram uma posição dominante no mundo da gestão
de dados.
Mesmo usando ferramentas de apoio, como as tecnologias
de Object/Relational Mapping (ORM), todo este processo é
moroso e complexo, e ainda não começámos a implementar
o produto que o cliente pediu.
Para tornar o processo mais simples, um dos lados poderia
ser alterado. Ou alteramos a linguagem de programação ou
alteramos a base de dados. Se pensarmos em alterar a
linguagem facilmente chegamos à conclusão que, qualquer
que seja a linguagem, nunca será perfeitamente compatível
com a visão tabular das bases de dados relacionais. Por
outro lado, remover a base de dados poderá ser uma boa
opção: e se, de alguma forma, pudéssemos ter uma base de
dados que aceitasse os objectos que tão úteis nos são e não
precisasse de os transformar?
Criados em torno do principio simples de que os dados
podem ser representados em pequenas entidades tabulares
de 2 dimensões, compostas por linhas e colunas, que são
depois relacionadas entre si através de chaves
identificadoras, os sistemas relacionais mostraram, vezes
sem conta, o seu valor. Este é um facto indiscutível.
Programação Orientada a Objectos (POO) é também, e por
mérito próprio, um sistema largamente adoptado e com
provas dadas no mercado de aplicações. Com uma evolução
estável e utilizado por uma fatia significativa de
programadores, disponível através de uma vasta selecção de
linguagens de programação, com ferramentas, métodos de
desenvolvimento e os mais diversos acessórios para a sua
correcta utilização, POO é um paradigma que veio para ficar
e triunfar. Este é um facto indiscutível.
Linguagem + Persistência
Sistemas de Bases de Dados para Objectos (OODBMS) são
sistemas nos quais a representação da informação é feita
através de objectos, tal como em POO, e aos quais é
adicionada a facilidade de acesso por linguagens Orientadas
a Objectos (OO) através da adição de capacidades de POO.
Estes sistemas estão sempre associados a uma linguagem
POO existente (ex: Java ou C#), fazendo uso da mesma
representação interna de um objecto, e guardam
directamente os objectos que os programadores usam no
desenvolvimento. Embora ligadas a uma linguagem
específica, muitos destes sistemas possuem mecanismos de
conversão de modo a que uma aplicação feita numa
linguagem possa ser convertida para outra linguagem
diferente mantendo todos os registos existentes na base de
dado.
Com os dois factos anteriores, chegamos ao ponto onde é
comum a união das duas áreas, de um lado o poder das
bases de dados relacionais e de outro a força da
programação orientada a objectos. E talvez esta afirmação
nos faça roçar o grande problema: ligar um sistema
desenvolvido com base em objectos a um sistema que vê
todos os dados como seres bi-dimensionais exige um
esforço de tal forma significativo que, efectivamente, existe
um fosso entre os dois paradigmas.
Consideremos o desenvolvimento típico de uma aplicação
usando tecnologias que implementem os dois paradigmas:
Como tantas outras tecnologias, OODBMS surgem da
investigação académica em meados dos anos 80, e
progridem até à actualidade de forma algo atribulada. Sem
grande adopção pelo mercado, vêm ser criada uma
organização que pretendia desenvolver um standard que
O arquitecto do sistema irá pegar nos requisitos que os
clientes indicaram, através de uma qualquer método,
possivelmente UML, vai transformar esses requisitos num
modelo de objectos que não só é um monumento à
utilização de herança, polimorfismo e os demais conceitos
<5>
1057834553.008.png 1057834553.009.png 1057834553.010.png
Zgłoś jeśli naruszono regulamin